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EU SOU A LENDA (Filme) quarta-feira 26 dezembro, 2007

Posted by Dude in Cinema.
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Sinopse: No futuro próximo, cientistas finalmente encontram a cura para uma doença que aflige a humanidade. Infelizmente o processo acaba criando uma nova praga que dizima grande parte da população mundial. Imune à doença, Robert Neville (Will Smith) vive sozinho em plena Nova York na companhia de sua cadela Sam tentando encontrar a cura para aqueles que foram infectados e ameaçam sua sobrevivência.

Estréia no Brasil: 18 de janeiro de 2008

A definição mais perfeita para o que é Eu Sou a Lenda foi dada pela minha namorada Juliana ao apontar que o filme é o Náufrago feito pelo Will Smith. O filme traz a mesma característica ‘básica’ de outras incursões do ator no cinema quando seus personagens tinham que salvar a humanidade de uma catástrofe, mas a grande diferença aqui é justamente o fato do ator ter que carregar o filme quase que inteiramente sozinho. Sempre vi Smith como um ator simpático e de considerável talento, e é justo dizer que se seu trabalho no filme não chega a denotar a transformação que Tom Hanks encarou para fazer o Náufrago, ele tão pouco deixa a peteca cair garantindo ao lado da cadela Sam (sua única companhia no filme) todo nosso interesse na história, que recheada de cenários desoladoramente abandonados de Nova York enche os olhos de quem vê agregando à trama um impacto visual ainda maior.

Assim como acontecia no Náufrago, a história aqui também explora o tema da sobrevivência, da busca por companhia onde quer que ela esteja (no filme de Hanks é a bola Wilson, aqui a simpática cadela Sam), e por último o fato de ter que lidar com a questão de precisar definir se vale à pena viver sofrendo ou não em uma situação limite. As histórias dos dois filmes também trazem o elemento de aventura, e enquanto o personagem de Tom Hanks tentava escapar de uma ilha, aqui Smith tenta sobreviver a ataques de infectados. Uma outra semelhança que desabona um pouco ambos os filmes vém na parte final quando as resoluções ficam menos interessantes do que poderiam ser. Outro ponto interessante e agora dissonante entre as duas produções, é que ao ficar preso em uma ilha deserta longe de tudo o que amava, o personagem de Hanks desenvolveu um grau de esperança de que o resto do mundo ainda estava lá, enquanto o Robert Neville de Smith sabe que praticamente toda população mundial foi exterminada, o que claro retira (em parte) o tom de esperança transformando tudo em algo mais obscuro e ao mesmo tempo mais interessante.

Por Davi Garcia

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Comentários»

1. Carlos Emerson Jr. - quinta-feira 27 dezembro, 2007

David, o filme do Will Smith é uma refilmagem do clássico dos anos 60 “The Omega Man”, estrelado pelo Charlton Heston. Foi feito logo após os também clássicos “Planeta dos Macacos” e “Soylent Green”.
Na versão original, o cientista Robert Neville (Heston) consegue desenvolver um antídoto para um vírus que sai de controle e dizima a humanidade, após uma guerra entre URSS e China!
Até mais ou menos o meio do filme Neville fica completamente só em Los Angeles, preocupado em exterminar um grupo de mutantes chefiados por um fanático religioso chamado Mathias.
As sequências inciais mostrando LA completamente vazia foram feitas sem trucagem (até porque na época isso não existia) e foram a grande sensação desse bom filme.
Vamos ver se o Will Smith não deixa cair a peteca e estraga um grande filme.
Um abração.

2. Dude - sexta-feira 28 dezembro, 2007

Olá Carlos, obrigado pela visita e pelo comentário. Eu sabia que existia um filme anterior com o mesmo tema mas ainda não tive o prazer de assistí-lo. Gostei bastante das diferenças que você apontou e fiquei curioso para ver o trabalho do Heston. Quanto à versão atual, espero que você se divirta com o resultado e depois volte para dividir suas impressões também.

Grande abraço e ótimo 2008 !

Davi Garcia

3. fabiola alves - domingo 30 dezembro, 2007

Apenas dois pequenos esclarecimentos, o filme I Am Legend na verdade e uma terceira filmagem baseada no livro homônimo de Richard Matheson.

A história original do livro se baseia num futuro entre os anos 1976-1979, e nos apresenta a monótona e horrível vida diária do protagonista, Robert Neville. Neville é aparentemente o único sobrevivente do apocalipse causado por uma infecção em larga escala de uma bactéria, que tem os seus sintomas similares ao vampirismo. Todo dia, ele faz reparos em sua casa, fortificando janelas, fazendo objetos de prata e se livrando dos corpos dos vampiros em sua área.

No livro boa parte da história é sobre a devoção de Neville em tentar encontrar uma cura para a praga que transformou todos exceto ele, e isso é mostrado em detalhes no decorrer da leitura. De resto, a história é bem uma ficção vampiríca que faz o leitor, se perguntar sobre a explicação sobrenatural para o fenômeno Vampírico, o autor oferece dados científicos para explicar as aversões à prata, resistência às balas; mas vulneráveis a estacas e luz solar. A aversão a espelhos e cruzes é classificado como psicológico.

Esta é a terceira adaptação deste livro para as telas do cinema. A primeira sendo estrelada por Vincent Price em 1964 com o título “The Last Man on Earth” (Mortos que matam), e a segunda tendo Charlton Heston como protagonista no ano de 1971, com o título “The Omega Man” (A última esperança da Terra).

4. Dude - segunda-feira 31 dezembro, 2007

Oi Fabíola, interessante como as diferentes versões conseguem explorar o mesmo tema usando artifícios parecidos. Creio que cada um à sua época tenha contribuído para refletir temores universais ou discutir alguns aspectos em voga. O curioso é que os 3 filmes parecem ter em comum o fato de apresentarem uma diversão escapista mas com um certo conteúdo, o que é sempre muito mais interessante.

Tenham um ótimo 2008!

Davi Garcia

5. enio - quarta-feira 16 janeiro, 2008

Mudaram toda a história do livro. No final, claro, um herói americano se mata para salvar a humanidade, mas e daí? o nome então deveria ser eu sou o herói, ou eu sou o patriótico nunca eu sou a Lenda. A grande sacada do livro é que no fim o protagonista, como sendo o último da espécie, seria temido por ser diferente e por fazer esperiências com os seres que sofreram mutações. No livro o protagonista é preso por humanos que conseguiram criar um soro para controlar a sua sede por sangue. A mulher que ele encontra na verdade é uma vampira que sobrevive a luz do dia controlando seus impulsos a base de um soro que eles criaram, quando ele descobre isso é preso e levado a colônia para utilizarem seu sangue e suas pesquisas para apaziguar os efeitos da mutação. Assim, ele se vê temido por todos, histórias sobre ele são contadas, como ele é o único diferente ele vê que agora as mães falam sobre ele rondando de dia atrás de crianças, como nas lendas de vampiros e lobisomens, e ele descobre que agora, por ser o último, ele é a lenda.

6. Denis - sábado 19 janeiro, 2008

Alou. Parabéns ao titular do BLOG! Sobre o filme, é interessante como a frase “Nada se cria” cada vez mais se reafirma.
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Assim como a “moda” insiste em ressurgir em períodos (sapatos bicolores para homens, sutilmente voltaram à moda de uma maneira ou outra…) também os “filmes” são constantemente “refilmados”.
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Porém, noto que em alguns casos, “HOLLYWOOD” se preocupa muito em NÃO citar a fonte anterior. Por exemplo, quando Nicholas Cage rodou o – sofrível – “60 Seconds” – muito pouca gente no Brasil (e talvez mundo afora) soube que a temática fora lançada por H. B. HALICKI num filme homônimo de 1973, o qual inclusive teria um “60 Seconds II” mas este permaneceu inacabado, porque o próprio HALICKI dirigia nas cenas, e houve um acidente… e ele morreu. O curioso é que o filme 60 Seconds do Nicholas Cage, teve como diretora a viúva do Halicki, resultado de um acordo entre as partes para realização dessa “refilmagem”.
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Feliz ou infelizmente, assisti esse filme (The Omega Man) no lançamento no cinema, na época, o que foi vários meses depois do lançamento nos EUA, já que não haviam “lançamentos mundiais” naqueles tempos.
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O fato é que se trata de um filme sobre distopia, uma moda também recorrente na literatura, no teatro, e claro, no cinema e nas artes.
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A distopia recorrente desde o começo da 2a. Guerra mundial, refere-se às “guerras” e o sentimento somente se intensificou com o lançamento da bomba-atômica; George Orwell escreveu “1984” em 1948 (essa todo mundo já sabe) tentando enfeixar as várias distopias que reinavam, como o terror atômico, a onipresente força do estado e o definhamento das liberdades individuais, o alinhamento de forças do comunismo, capitalismo e da sempre misteriosa “força amarela” (a China), tanto que representou o mundo como um equilíbrio eternamente desequilibrado de três forças, “Eustasia, Eursaria e Oceania”.
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Claro, 1984 também “virou filme”, e outros filmes desta natureza distópica, são “Guerra dos Mundos”, “Dr. Strangelove” (esse sim… intensamente representativo da guerra fria) e mais recentemente, “The Day after” e outros.
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Bom, já assisti “The Omega Man”. E hoje peguei minha copiazinha, assisti de novo, com o sabor de ver Mustangs, Oldsmobiles e vários carros que na época eram apenas “carros”, e hoje se transformaram em “Lendas”.
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E esta é a ironia do título do “novo” filme. Na realidade, a “lenda” está na meta-linguagem que discute o próprio cinema, onde um filme critica, ainda que subliminarmente, a mensagem de outro filme.
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Ah, o final do “The Omega Man” era muito tocante na época. Hoje, quem assistir vai achar meio tosco. Mas, dêem um crédito a Charlton Heston, e lembrem que ele era o SÍMBOLO MAIOR dos WASP, entretanto em “The Omega Man” a “Eva” dele era uma negra, o que era no mínimo, duro de roer para o americano médio.
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Não por acaso, o ator principal neste filme de “hoje”, é negro; isso não me surpreendeu em nada; eu ficaria surpreso se finalmente dessem o papel principal deste roteiro, a uma mulher, e se pensarmos bem, aí o filme passaria a fazer um sentido muito maior. Certamente o papel seria de Jodie Foster. Mas Hollywood não faz filmes para a posteridade, faz filmes para a bilheteria de hoje.
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Obrigado pela oportunidade de me manifestar.
🙂

7. Babi.. - quinta-feira 31 janeiro, 2008

nao vi ainda nenhum desses filmes antigos.. só mesmo o eu sou a lenda..

mais eu estava axando q o nome do filme era I am Legend ..por causa do album do bob marley..(q se chamava I am legend..)
e ate pq o filme inteiro fala nele..escuta-se as musikas dele.. o objetivo do will simith era “o mesmo” neh..ate no filme mesmo ele explica isso..

ou ngm prestou atenção nesse detalhe..
ou eu to boiando aki..huhu

mais fikei mt curiosa cum os comentarios dos outros filmes..e pretendo ve-los..

gostei dos comentrios de todos..

brigadinha..
=)


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