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DESEJO e REPARAÇÃO (Filme) quinta-feira 3 janeiro, 2008

Posted by Dude in Cinema.
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Filme indicado ao Globo de Ouro 2008 em 7 categorias: melhor filme de drama, melhor ator, atriz e atriz coadjuvante, diretor, roteiro e trilha sonora

Sinopse: Aos 13 anos, a jovem Briony (Saoirse Ronan/ Romola Garai) já demonstra ter um grande talento como escritora, principalmente por sua grande criatividade. Um dia, ela pensa ter visto sua irmã mais velha, Cecilia (Keira Knightley), sendo assediada por Robbie (James McAvoy), o filho da governanta de sua casa. Ela fica em silêncio até o dia em que uma prima é estuprada. Levada por sua imaginação fértil, Briony tem certeza de que foi o jovem Robbie e o acusa. O rapaz é preso, mas Cecília está apaixonada por Robbie e é a única que não acredita na acusação de Briony.

Estréia no Brasil: 11 de janeiro de 2008

 

Desejo e Reparação (Atonement) é essencialmente um romance pintado com todas as cores de um bom drama, com paixão, sofrimento e redenção, mas é inegável que o filme seja sobretudo sobre culpa e sobre o peso que esse sentimento impõe. Conceitualmente e artisticamente é fácil dizer que o filme é excepcional e o esmero evidenciado em toda carecterização de época ( a história se passa entre o final dos anos 30 e o início dos 40) prova isso, contudo o filme falha em estabelecer uma conexão mais forte que sustente o interesse na história de amor entre Cecilia (Keira Knightley da trilogia Piratas do Caribe) e Robbie (James McAvoy de Crônicas de Nárnia ) porque é dado muito pouco tempo para que ela se desenvolva, no que classifico como um erro quase fatal para o filme.

Para ser justo, a primeira metade do filme é instigante pois deixa no ar a curiosidade que cerca as ações da jovem e talentosa Briony, a responsável por causar a separação de Cecilia e Robbie, por isso é uma pena que o restante do filme não atinja o grau necessário para  tornar a surpresa final em uma história efetivamente emocionante. Todo o esforço do filme dá claras demonstrações de que o diretor Joe Wright (Orgulho e Preconceito) quis mostrar que toda história tem dois lados e que o fato de um deles acreditar estar certo não significa que sua verdade seja a correta. É claro que a atitude de Briony seria reprovável em qualquer situação, mas o preço que o casal do filme tem que pagar em função da atitude da menina nunca fica evidenciado, pois como apontei antes, o relacionamento dos dois não se desenvolve o suficiente. Já a ausência de Cecilia em grande parte da segunda metade do filme é praticamente inexplicável uma vez que isso nos tira a possibilidade de entender quais foram os reais impactos da ausência do amado em sua vida durante os anos que se seguiram. Optando por mostrar apenas pequenos relances dos dois, ficamos com a sensação de que a história não foi totalmente contada, e isso mais do que qualquer outra coisa frustra a experiência e por tabela torna o final do filme pouco impactante.

Por Davi Garcia

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Comentários»

1. Roberto Nunes - sexta-feira 4 janeiro, 2008

Pela descrição, parece que o filme é bem fiel ao livro (Reparação, de Ian McEwan, no qual se baseia). Então, é possível que os defeitos apontados sejam do livro e não apenas do filme.

Pretendo assistir ao filme para entender como eles ‘adaptaram’ a principal idéia do livro que é, para mim, fundamentalmente literária: a confiança que o leitor tem no autor e na ‘verdade’ construída por ele, em como a escolha de certas palavras pode modificar o entendimento da realidade; e, por fim, o que deve ser entendido como verdade num livro de ficção, em que cada palavra é tendenciosa em confirmar a opinião do narrador.

Eu adorei o livro, mais por sua narrativa e pelas questões que aborda do que pela história. E é por isso que o final da história do romance entre Cecília e Robbie conta menos que a explicação do título do livro. Se o filme seguiu por esse caminho, talvez a história (entre Cecília e Robbie) não tenha sido realmente mal-contada.

2. Juliana - sábado 12 janeiro, 2008

Creio por essa critica que você não leu o livro.

Todo o esforço do filme dá claras demonstrações de que o diretor Joe Wright (Orgulho e Preconceito) quis mostrar que toda história tem dois lados e que o fato de um deles acreditar estar certo não significa que sua verdade seja a correta. É claro que a atitude de Briony seria reprovável em qualquer situação, mas o preço que o casal do filme tem que pagar em função da atitude da menina nunca fica evidenciado, pois como apontei antes, o relacionamento dos dois não se desenvolve o suficiente.

Não é culpa do diretor, o livro tenta mostrar dois lados e quanto ao relacionamente se desenvolver o suficiente, isso já havia acontecido, eles cresceram juntos e estudaram juntos, o amor já estava ali.

Já a ausência de Cecilia em grande parte da segunda metade do filme é praticamente inexplicável uma vez que isso nos tira a possibilidade de entender quais foram os reais impactos da ausência do amado em sua vida durante os anos que se seguiram. Optando por mostrar apenas pequenos relances dos dois, ficamos com a sensação de que a história não foi totalmente contada, e isso mais do que qualquer outra coisa frustra a experiência e por tabela torna o final do filme pouco impactante.

É exatamente como no livro, Cecilia praticamente só participa do primeiro ato. Já que o segundo é mais focado na história de Robbie e seus sentimentos quando a Cecilia e a guerra. E essa é uma das primeiras criticas que eu leio dizendo que final não é impactante.
Final assim como o livro foi muito bem contado, apartir do momento em que se entende o amor dos dois não há como não achar o final impactante.

3. luciana - sábado 19 janeiro, 2008

este filme é muito bom,gostei muito da atuação da atriz keira kanightley ela é otima, eu já tinha gostado do utro filme protagonizado por ela (amor e preconceito)

4. Leandro - quarta-feira 6 fevereiro, 2008

Para mim, o filme prima pela excelência técnica. A reconstituição da época, o figurino, a fotografia (que considero o ponto alto cinematográfico desse filme), a direção de arte, as sequências de cenas… merecem sem dúvida ser premiado. Quanto ao conteúdo da história, não me tocou o suficiente para sair do cinema dizendo a mim mesmo: ” que bela história dramática!”. Achei que o enredo se enredou numa trama mal explicada. O final do filme supõe até ser possível que toda aquela história não passou de uma fantasia da escritora precoce. O início do filme, a cena dos soldados na praia e a cena final interpretada por Vanessa Redgrave, foi o que me manteve interessado no filme.


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