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Acordo para o fim da greve já está fechado sábado 9 fevereiro, 2008

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Corroborando a informação dada pelo CEO da Disney na última 5ª feira, a Variety confirmou hoje que o Sindicato dos Roteiristas (WGA) realmente fechou uma tentativa de acordo com a Aliança dos Produtores de tv e Cinema (AMPTP). Segundo o site, os presidentes do WGA enviaram um e-mail para os membros do sindicato nessa madrugada alertando-os que foi feito um acordo um acordo “que protege um futuro no qual a internet se torna a principal fonte tanto para criação quanto para a divulgação de conteúdo.”

Para ler todos os termos (em inglês) basta clicar AQUI.

Vale lembrar que hoje os membros do WGA se reunirão em Los Angeles e Nova York, e ao que tudo indica que tais reuniões servirão apenas para celebrar a conquista e oficializar o fim da greve.

Por Davi Garcia

Presidente da Disney afirma: A greve acabou sexta-feira 8 fevereiro, 2008

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Se é verdade ou não descobriremos no sábado, mas que a notícia veiculada pela CNBC é para lá de animadora isso é. Confira abaixo a tradução feita pelo leitor do Dude, we are Lost, Raphael Aguiar.

 

Um acordo foi firmado entre as maiores companhias de mídia e a Writers Guild of America selando o fim da greve dos roteiristas, revelou o executivo chefe da Walt Disney Michael Eisner à CNBC.

Eisner, CEO da Disney

“Acabou – disse Eisner – Eles fizeram um acordo, firmando-o com um aperto de mão. Isso será divulgado aos roteiristas em geral no Sábado.”Eisner, falando ao vivo no programa da CNBC “Fast Money” pareceu hesitar inicialmente sobre se haveria ou não uma possibilidade dos escritores rejeitarem o acordo, mas no fim sugeriu que essa aceitação era inevitável.

“Um acordo foi feito e eles voltarão ao trabalho muito em breve – disse Eisner – Eu sei que um acordo foi feito e que a greve está acabada.”

Eisner não detalhou os termos do acordo. Ele disse que provavelmente a maioria das companhia de mídia terão uma pequena baixa de roteiristas como resultado do acordo e também disse que o acordo foi firmado na última sexta-feira.

Como resultado dos cortes feitos pelos estúdios, no entanto, muitos dos roteiristas que entraram em greve provavelmente não irão obter os mesmos contratos milionários que tinham com os estúdios, acrescentou Eisner.

As ações da Walt Disney Company e da CBS estão ambas em alta na quinta-feira.

 

Agradecimentos ao Raphael pela valiosa colaboração 😉

Redes de tv americanas preparam-se para voltar ao trabalho quarta-feira 6 fevereiro, 2008

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Possibilidade de acordo acelera planos de contingência

Por Nellie Andreeva para o The Hollywood Reporter
Traduzido e adaptado por Davi Garcia

Depois de quase 3 meses, os telefones dos agentes começaram a tocar de novo na última segunda-feira em função do burburinho surgido no final de semana em Hollywood apontando o iminente fim para a greve dos roteiristas.

As conversações ainda estão na fase exploratória uma vez que o acordo entre os roteiristas e os estúdios ainda está sendo finalizado, contudo o plano de contingência traçado pelas redes de tv e pelos estúdios aponta que séries já conhecidas voltariam ao ar na média de quatro semanas (caso das comédias) a seis semanas (caso dos dramas) depois do anúncio oficial de término da greve.

Quão rápido cada série pode voltar à produção depende do status dos roteiros antes da greve. O tempo de preparação necessário para as comédias seria de duas semanas e para as séries dramáticas mais elaboradas quatro. Contudo, as redes não devem dar sinal verde para que todas as séries voltem a produzir novos episódios essa temporada, o que não significa necessariamente que essas séries serão automaticamente canceladas.

“Cada rede de tv precisa decidir quais séries voltam para terminar a temporada”, disse um executivo de canal.

Algumas séries novatas e dramas mais complexos podem não ter novos episódios essa temporada mas poderiam ser confirmadas para a próxima dando a seus times criativos tempo para trabalhar, dizem algumas fontes. Dentre as séries apontadas como prováveis candidatas a retomarem suas produções no verão estão Heroes da NBC, que poderia ter uma exibição prolongada na próxima temporada, e a elogiada Pushing Daisies da ABC.

Contudo, outros apontam que as redes podem querer ter mais episódios de todas as suas séries prontos como contingência caso uma greve dos atores aconteça no meio do ano.

24 Horas da Fox também é uma das séries apontadas como uma das que prontamente retornarão à produção. Apesar da provável possibilidade da série não ter novos episódios exibidos nesta temporada, ela seria retomada rapidamente para evitar a perda de alguns dos atores necessários para o arco dos 24 episódios e cujos contratos vencem em breve.

Outras que também devem ter suas produções retomadas rapidamente são: Grey’s Anatomy, Lost, Desperate Housewives e Brothers & Sisters da  ABC; a franquia CSI, Without a Trace e Cold Case além das comédias Two and a half Men e The Big Bang Theory todas da CBS e Til Death da Fox.

The Office daNBC tem um roteiro pronto para ser rodado, já que à época do início da greve dos roteiristas, Steve Carell (estrela da série) recusou-se a cruzar a linha dos piquetes para trabalhar.

O fim da greve também trará respostas sobre o futuro das séries de baixa audiência que foram colocadas no limbo por causa da greve. Não se espera que sejam solicitados novos episódios de séries como Big Shots da ABC, Cane da CBS, Jounrneyman da NBC e K-Ville da Fox, embora algumas fontes indiquem que Cane ainda pode ter chances de sobreviver já que é a única que tem vários roteiros prontos.

As coisas ficam mais complicadas quando o assunto são séries em desenvolvimento. Todas as redes com exceção da NBC deram adeus ao desenvolvimento de novas séries no mês passado por causa da greve. Elas ainda podem optar por lançarem pilotos nessa temporada, mas quando a greve acabar, elas estarão em um período no qual normalmente todos os pilotos já receberam sinal verde ou não. E por isso para ter algo novo na tela, elas teriam que recorrer aos rascunhos discutidos antes já que poucos novos roteiros foram entregues antes da paralisação.

Poucos pilotos incluindo The Oaks da Fox e o filme/piloto da Supermáquina da NBC,  foram filmados durante a greve. Vários outros incluindo The Man of Your Dreams da NBC e os dramas da Fox The FBI e Saint of Circumstance estão programados para entrar em produção logo após o fim da greve.

Um iminete fim da greve não traria qualquer mudança aos planos das redes de tv a cabo americanas.

Caso a greve termine no final do mês, roteiros seriam produzidos logo depois para os dramas The Closer e Saving Grace da TNT que poderiam ser exibidas ainda durante o verão americano conforme eram esperadas.

Já para as séries do canal USA, um portavoz declarou que a programação de verão do canal também permaneceria praticamente intacta se a greve terminar ao longo das próximas semanas. As datas de estréia de algumas séries teriam que ser adiadasmas apenas por algumas semanas.

Já o Showtime também não enfrentaria problemas, uma vez que as gravações da segunda temporada de The Tudors já foram encerradas e as de Brotherhood, Dexter e Californication não devem começar antes de junho.

Sindicato de Diretores vai negociar com estúdios em janeiro sexta-feira 28 dezembro, 2007

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Depois de toda a confusão envolvendo a greve dos roteiristas que já dura quase 60 dias e ainda não dá sinais de estar próxima do fim, o sindicato dos diretores dos EUA parece ter decidido que não vai mais esperar uma resolução daquele sindicato e acena com a possibilidade de reunir-se em janeiro com os estúdios para discutir os novos moldes do contrato que está prestes a expirar. Para mais detalhes leiam a matéria da Variety abaixo escrita por Dave McNary.

Embora ainda não tenha sido oficialmente anunciado, o dia 7 de janeiro de 2008 surge como a provável data para o início das negociações entre o DGA (Directors Guild of America) e a AMPTP (Alliance of Motion Picture & Television Producers, que representa os estúdios).

Nenhum dos dois lados confirmou a data, mas um informante ligado ao DGA disse que a expectativa existe e que as conversas aconteçam em menos de duas semanas.

O DGA anunciou no dia 13 de dezembro que perdeu a paciência com a falta de progresso nas negociações da WGA e que agendaria sua própria negociação em janeiro se nenhum acordo com os roteiristas acontecer até o fim do ano. O presidente do DGA, o diretor Michael Apted disse na ocasião que, “visando dar uma última chance à WGA e à AMPTP para que voltem à mesa, não vamos agendar nossa negociação para antes do ano novo, e então o faremos apenas se uma base apropriada para negociações puder ser estabelecida.”

Os grevistas da WGA e a AMPTP não se encontram desde o dia 7 de dezembro, quando as conversações se romperam depois que os estúdios exigiram que o sindicato retirasse metade das propostas da mesa de negociações como condição de continuar barganhando. Desde entào, ambos os lados tem continuamente travado uma guerra de palavras sobre quem é o culpado.

Representantes do DGA e do WGA se encontraram semana passada para dividirem informações sobre o que a DGA tem em mãos relativo à pesquisas e estudos acerca das novas mídias. Os líderes não derma detalhes sobre sua proposta mas indicaram que vão buscar avanços nas compensações e que vão focar a proposta que provavelmente não incluirá exigências em áreas como a expansão da jurisdição sob o que produzem.

Se o DGA pode fazer um acordo, os termos podem ser usados como um template para os acordos subsequentes dos estúdios com a própria WGA e com o SAG (Screen Actor Guild, o sindicato dos atores).

Os contratos do DGA e do SAG expiram em 30 de junho. Espera-se que o SAG comece a negociar em meados de março.

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Com tanta série bacana fora do ar por causa da greve nos resta torcer para que o sindicato dos diretores seja mais bem sucedidos no pleito e tudo se resolva o quanto antes.

Por Davi Garcia

Enquete mostra que público apoia greve dos roteiristas quarta-feira 19 dezembro, 2007

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Por Gary Levin para o USA Today

Seis semanas depois de iniciada a greve dos  roteiristas de tv e cinema, o sentimento do público permanece firme contra os estúdios, aponta uma pesquisa do jornal USA Today/Gallup. 60% dos americanos se dizem favoráveis à disputa dos roteiristas e apenas 14% ficam a favor dos estúdios que os empregam.

A pesquisa feita por telefone com 1011 adultos entre sexta-feira e domingo também revela que 38% do público do prime-time (o horário nobre) disse que irá assistir menos tv agora que há poucos episódios inéditos de dramas e comédias. Isso é um sinal de que a audiência para as redes mais afetadas pela greve vai sentir o impacto ao longo das próximas semanas.

Dentre os pesquisados, 49% diz que vai assistir as reprises, 40% planeja assistir os reality shows e outros programas não afetados pela greve, e 26% estão mais inclinados a comprar ou alugar dvds de temporadas anteriores das séries de tv.

Os roteiristas entraram em greve no dia 5 de novembro exigindo uma parcela maior da renda gerada pela internet que os estúdios declaram ser a chave para um crescimento futuro.

Os late-night shows (programas de entrevistas ao estilo do Jô) foram os primeiros a sairem do ar, e apesar de alguns planejarem retorno no início de janeiro sem suas equipes de roteiristas, o púbico já mudou seus hábitos na ausência desses programas que basicamente usam as notícias do dia como fonte de suas tiradas de humor.

Os 25% que responderam à enquete dizendo que frequentemente ou ocasionalmente assistem os late night shows dividem-se sobre o que farão: assistir outro tipo de programas, ler ou simplesmente dormir mais. Apenas 12% assiste às reprises desses programas, conforme apontam as oscilações de audiência.

Vídeo explica a ‘proposta’ feita aos roteiristas sexta-feira 7 dezembro, 2007

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Lembram da tal proposta que a Associação dos estúdios de cinema e tv (AMPTP) fez ao sindicato dos roteiristas (WGA) e vendeu à imprensa como ‘fantástica’? A tal proposta dizia que os roteiristas receberiam 130 milhões de dólares (sem explicar como), mas também afirmava que eles receberiam um pagamento único de 250 dólares pelo uso de seus trabalhos em sites durante um ano inteiro e que se os estúdios entendessem que a exibição fosse apenas ‘ promocional’ nem isso pagariam, o que no argumento do membro da AMPTP seria um favor, já que os roteiristas, vejam só, ficariam livres de pagar impostos 😛 Pois é, esses e outros absurdos são explicados no vídeo a seguir de uma maneira divertidíssima e muito criativa.

Por Davi Garcia

GREVE: O preço da ganância e quem paga a conta sábado 1 dezembro, 2007

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Como diria o narrador de Pushing Daisies, os fatos são esses: O WGA (o sindicato dos roteiristas americanos) recusou na última 5ª feira à noite, a “Nova Parceria Econômica” oferecida pela AMPTP (a aliança que defende os interesses de estúdios de Cinema e Tv), um pacote que pagaria U$130 milhões a mais além dos US$1,3 bilhões pagos anualmente aos cerca de 12 mil roteiristas sindicalizados segundo a própria AMPTP. À primeira vista poderíamos até dizer que o WGA não está sendo razoável em aceitar o que representaria 10% de aumento, porém a questão não é tão simples quanto parece e a explicação é simples. A proposta não explica como os estúdios chegaram a esse número (130 milhões) e estes continuam se recusando a garantir pagamentos pelo uso de materiais produzidos para a internet (sob o argumento de que o conteúdo tem caráter exclusivamente promocional) bem como demonstram pouco interesse em pagar valores minimamente justos pelos downloads (a proposta fala em 0.36% de toda renda, enquanto o sindicato pede 2,5%, mesma reivindicação feita para as rendas geradas pelos dvd’s). Além disso, representantes do sindicato afirmam que a tal proposta pagaria na verdade apenas US$250 por cada re-exibição de episódios na internet, em contraste aos US$20 mil que são pagos atualmente para reprises na tv.

E é aí que eu pergunto, quem são os gananciosos da história? A resposta me parece óbvia a partir do momento em que a situação que se desenha é a seguinte: O roteirista recebe pelo trabalho que será utilizado na produção de uma série ou filme, produções estas que ao serem exibidas rendem milhões em bilheteria ou anúncios no caso das tvs; Estúdios exploram o novo filão da internet (algo não previsto no contrato com o roteirista) e ganham rios de dinheiro com downloads pagos e propaganda em sites sem dividir uma fatia sequer do bolo com quem originou a receita. Dito isso, a verdade é que mesmo com a promessa de que as discussões serão retomadas na próxima 3ª feira, o cenário que se apresenta é desanimador para nós fãs de filmes e séries de tv. Ao que parece, os estúdios ainda não estão preocupados com possíveis quedas de receitas porque os impactos principalmente no cinema, ainda demorariam a ter efeito já que o roteiro de um filme geralmente fica pronto pelo menos 1 ano antes da produção chegar às telas, o que por si só já garante as produções em curso até o início de 2009. O caso das séries de tv já é um pouco diferente pois os roteiros são feitos em um intervalo de tempo menor entre a execução e a exibição, o que com a greve significará a paralização quase geral dessa produções. As redes de tv parecem dispostas a apostar nos reality shows, produções que não usam roteiros e que portanto não dependem do WGA, como alternativa, mas será que o público continuará garantindo audiências altas a estas produções? Bom, minha expectativa é que com uma eventual queda nos números, as redes se vejam pressionadas indiretamente pelos anunciantes a reverem sua posição (afinal ninguém vai querer pagar o mesmo valor de uma propaganda que será vista por menos gente) e é aí que pode residir a esperança de um final feliz. Até lá, quem pagará o preço infelizmente somos nós que ficaremos privados de curtir as séries, portanto se você espera ver mais episódios de House, Grey’s Anatomy, The Office, e sobretudo a aguardadíssima 4ª temporada de Lost com todos os seus 16 episódios em 2008, é melhor começar a acreditar que um milagre possa acontecer já na próxima semana.

Por Davi Garcia

Greve dos Roteiristas faz novas vítimas terça-feira 20 novembro, 2007

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E não é que sobrou até para os atores? A novela da greve dos roteiristas ainda não viu a luz no fim do túnel e já fez mais vítimas. Atores de séries conhecidas tiveram seus contratos temporariamente suspensos. O estúdio Universal suspendeu os contratos do elenco das séries “The Office”, “30 Rock”, “Bionic Woman” e “Battlestar Galactica”, pelo menos pelas próximas cinco semanas. Os atores só terão o direito de receber a metade de seus salários. E não adianta reclamar, os estúdios tem essa prerrogativa devido a um acordo firmando com o Screen Actors Guild (SAG, o sindicato dos atores). Essa cláusula é conhecida como Force Majeure e além de diminuir os salários ainda obrigam os atores a não se envolverem em outros projetos. Segundo entendimento do SAG, após essas 5 semanas, os estúdios ou mesmo os atores podem encerrar definitivamente o contrato a não ser que os estúdios decidam manter seus contratados voltando a pagar 100% do salário.

É sempre bom lembrar que no próximo dia 26 de novembro acontecerá uma reunião entre o sindicato dos roteiristas e a associação dos estúdios e produtoras de tv. Não dá para afirmar se um acordo será desenhado nesse encontro, mas é certo dizer que se um consenso não for atingido, espera-se que a greve que paralisou o cinema e a produção de séries vá durar um bom tempo, comprometendo toda uma indústria e deixando diversas pessoas desempregadas e nós fãs sem os filmes e séries que mais gostamos e queremos ver.

Por Juliana Ramanzini e Davi Garcia

A Televisão está morrendo (Opinião) segunda-feira 12 novembro, 2007

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Por Damon Lindelof para o New York Times

Eu devia ter me dado conta disso quatro anos atrás quando comprei meu primeiro TiVo, mas a negação é sempre o primeira fase do luto. Eu simplesmente não podia reconhecer que essa maravilhosa invenção anunciava o início do fim.

TiVo armazena seus filmes e séries em um hd (como de um pc), permitindo que você assista o episódio do “The Daily Show” da noite anterior tão facilmente quanto você abre documentos no seu laptop. Na verdade, uma vez que você tenha baixado transmissão original – perdão, eu quero dizer ‘gravado’ – pode vê-lo no seu momento de lazer. Na manhã seguinte. No próximo ano. Quando bem quiser. Para que agora? Você é dono desse episódio. E o melhor de tudo, você o tem de graça.

A televisão sempre foi gratuita. Claro, se você quiser ver todos os jogos da NFL (Liga de Futebol americano) em alta definição, terá que pagar, mas as redes de tv ainda oferecem sua programação totalmente de graça. transmissão redes continuam a oferecer os seus horários para todo absolutamente nada. O único porém, é claro, é a obrigatoriedade de ter que assistir comerciais. Economicamente é uma troca justa. As emissoras gastam para fazer as séries, as oferecem ao público, e recuperam o investimento através das propagandas. O que infelizmente nos traz a coisa mais maavilhosa que o TiVo faz: ele permite que você ignore os comerciais que mantém todo sistema funcionando.

Vinte porcento dos lares americanos já possuem esses aparelhos que armazenam filmes e séries de tv indefinidamente e permitem que você ignore os comerciais. Esses aparelhos provavelmente vão proliferar em uma escala significante em breve, e quase todo mundo terá um. Eles também vão ficar menores, e a tela retangular na sua sala não será realmente televisão, será um computador. E o que trará tudo aquilo que você assiste? Não será o cabo de tv; será a internet.

Isso provavelmente pode parecer empolgante para quem gosta de tv, mas se você está envolvido na produção dessas séries, não é nada mais que aterrorizante. Deve ter sido assim que os artistas de palco sentiram-se na primeira vez que viram um filme mudo; sentados ali dando conta que eles acabavam de se tornar extintos: afinal, quem iria querer ver um espetáculo de sapateado quando poderia ver Harold Lloyd dependurado em um relógio a 15 metros de altura?

Mudanças sempre provocam medo, mas eu já acreditei que a morte da nossa amada televisão uniria todos aqueles afetados, os talentos e estúdios, criadores e afins. Estamos todos com medo e deveríamos sentí-lo juntos. No entanto estamos profundamente divididos.

O sindicato dos roteiristas americanos – WGA na sigla em inglês- e do qual orgulhosamente faço parte entrou em greve. Passei a semana passada em picket do lado de fora dos estúdios Walt Disney, meu empregador, cantando slogans e caminhando lentamente pela calçada.

A motivação para essa ação drástica – e uma greve é drástica, uma verdade que venho conhecendo ainda mais a cada dia que passa – é o desejo do sindicato em receber uma porção derivada da renda gerada pela internet. Isso não é novidade: a mais de 50 anos os roteiristas tem direito a receber uma pequena parcela dos lucros dos estúdios gerados pela reexibição de nossos filmes ou séries; quando algo que criamos é produzido ou vendido em dvd, recebemos royalties. Os estúdios porém, recusam-se a aplicar a mesma regra para a internet.

Minha série, Lost, já foi exibida centenas de milhões de vezes desde a disponibilização no site da ABC. Os downaloads exigem que o espectador assista uma propaganda, da qual a emissora recebe alguma coisa. Quem escreveu os episódios não ganha nada. Também somos um sucesso no iTunes (onde os episódios de séries são vendidos a $1,99 cada). E de novo, não recebemos nada.

Se a greve durar mais que três meses, uma temporada inteira da tv vai terminar em dezembro. Não teremos dramas, comédias, ou Daily Show. A greve também vai impedir que qualquer piloto seja gravado, portanto mesmo que a greve chegue ao fim até lá, você não verá nenhuma série nova até janeiro de 2009. Tanto o sindicato e os estúdios concordam em um ponto: a situação seria brutal.

Eu provavelmente serei arrastado pelas ruas e queimado vivo se os fãs tiverem que esperar mais um ano pela volta de Lost. E quem poderia criticá-los? A opinião pública pode estar ao noso lado agora, mas depois que a audiência tiver passado um mês ou mais assistindo “America’s Next Hottest Cop” e “Celebrity Eating Context”, tenho poucas dúvidas de que a corrente vai se virar contra nós. O que me leva à segunda fase do luto: raiva.

Estou furioso porque sou acusado de ser ganancioso pelos estúdios que estão sendo gananciosos. Estou bravo porque minha ambição é justa e razoável: se dinheiro é ganho com o meu produto através da internet, então tenho direito a uma parcela. A ambição dos estúdios, por outro lado, esconde-se atrás do cinismo, de declarações de que não ganham nada na internet, de que a exibição online é puramente “promocional”. É mesmo?

Sobretudo, estou furioso por não estar trabalhando. E não trabalhar significa não ser pago. Meu salário semanal é consideravelmente maior do que a pequena porcentagem dos ganhos da internet que estamos tentando obter nessa negociação e se eu ficar no picket por apenas três meses, jamais vou recuperar essas perdas, independente do acordo que for feito.

Mas estou disposto a aguentar firme para um tempo maior que três meses porque essa é uma luta pela sobrevivência de uma geração futura de roteiristas, cujo trabalho não será televisionado, mas sim distribuído através de um chip.

As coisas ficaram feias e as linhas de comunicação se perderam completamente entre o sindicato e os estúdios. Talvez ainda não seja tarde demais, já que ambos os lados da disputa tem uma coisa em comum: nosso luto por como as coisas costumavam ser. Em vez de brigarmos uns com os outros, talvez devessemos nos mover em prol da tv.

Porque a terceira fase do luto é a barganha.

E precisamos baganhar, porque quando a televisão finalmente desaparecer, ainda existirá entretenimento; ainda teremos séries e filmes, bem ali na tela da sala. E tal qual os donos dos teatros de vaudeville que se reergueram, os estúdios vão descobrir formas de ganhar rios de dinheiro do que quer que seja exibido na tela.

E nós ainda estaremos escrevendo cada palavra.

Damon Lindelof é co-criador e roteirista chefe da série Lost.

NBC joga sujo durante a greve domingo 11 novembro, 2007

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A greve dos roteiristas americanos já tem suas primeiras vítimas. A rede NBC começou a jogar sujo para pressionar o WGA (Writers Guild of America, o sindicato dos roteiristas) a suspender a greve, e demitiu 102 pessoas que compõem a equipe de produção da série The Office cuja 4ª temporada deve ser encerrada precocemente esta semana.

A estratégia provavelmente será repetida pelos outros canais, já que as reprises que tomarão conta da programação americana em breve só renderão resíduos financeiros para os roteiristas, deixando centenas de pessoas como câmeras, maquiadores, editores, técnicos de som e etc sem receber um dólar sequer, o que na ótica dos executivos dos canais colocará os roteiristas como os grandes vilões responsáveis pelo desemprego de milhares obrigando-os em teoria a cederem às exigências que provocaram a greve. Que coisa feia fazem esses executivos, não?

Por Davi Garcia